O que é e o que não é o ‘estalo’ de Vieira

Tudo que este episódio marcante da vida do padre António Vieira não é faz parte da resposta à primeira pergunta dirigida pelo jornalista Marcos Flamínio Peres ao professor de literatura brasileira da Universidade de São Paulo Alfredo Bosi em entrevista concedida por este à revista CULT a propósito do lançamento de Padre António Vieira – Essencial, coletânea de sermões e seleção de cartas deste que foi considerado por Fernando Pessoa o “imperador da língua portuguesa”.

Síntese do que lembra ter ouvido de um professor de literatura portuguesa no colegial, o essencial do que Bosi acha que foi o ‘estalo’ está no terceiro e quarto parágrafos da sua extensa resposta, que transcrevo ipsis litteres:

“O adolescente António, aluno dos jesuítas no Colégio da Bahia, sofria vexames entre colegas e mestres, pois não conseguia recita de cor os textos latinos que eram matéria obrigatória nos seminários da época. Rezava fervorosamente diante da imagem de Nossa Senhora das Maravilhas (maravilhas queria dizer, então, milagres) para que o curasse daquela fraqueza de memória.

Um dia, em plena oração, sentiu uma fortíssima dor de cabeça acompanhada de um estalo que quase o prostrou. Em seguida desanuviou-se a sua mente a tal ponto que se animou a debater com os colegas em torneios em que as citações dos autores canônicos eram o prazo forte. E, suplantando a todos, demonstrou, daí em diante, a memória prodigiosa e o engenho agudo que lhe dariam a glória de maior orador sacro de nosso língua.”

Versões do episódio semelhantes a esta eu conheço várias. Preocupa-me o fato de que, tendo sido divulgada numa revista de circulação nacional e de forte penetração nos meios culturais, ela faça carreira promissora.

Concluindo seu relato ao diretor de redação da CULT, o professor Bosi contou que tem perguntado a jovens estudantes de letras e ciências humanas se a expressão “estalo de Vieira” lhes diz alguma coisa; respondem que nunca ouviram falar dela…

Já ouviram falar de ‘iluminação’? Pois bem, ‘estalo’ é sinônimo.

Limito-me a transcrever um dos textos em que trato do assunto em livro inédito intitulado Suporte do Forte. Eis o que escrevo:

No processo geral de conhecimento é mais fácil percorrer doze vezes o trajeto que vai da ignorância à dúvida do que passar desta à certeza; no caso do reconhecimento do Ser a dificuldade deste passo é tão grande que para muitos a transição depende inteiramente de interferência divina. Os católicos aplicam a esta transição o termo graça. Da mesma forma que fazem os católicos, entre os quais é comum se recorrer à privação de sono, entre os budistas, que não excluem inteiramente a necessidade de interferência de caráter transcendental, emprega-se também uma série de recursos para provocar a transição a que se referem como satori. Dos recursos intelectuais utilizados por estes para atingir o que denominam nirvana o mais conhecido é o koan. § Não existe reconhecimento parcial do Ser. E de tão sutil o elemento que o complementa geralmente nos chega como se fosse sempre fruto do acaso; daí os devotos o relacionarem com Deus. Para quem está preparado ele pode decorrer até de um tropeço, de uma colher que cai. Através de Riobaldo, Guimarães Rosa fala disso assim: ‘Sertão, – se diz -, o senhor querendo procurar, nunca não encontra. De repente, por si, quando a gente não espera, o sertão vem’. § Com a precisão retórica que o tornou famoso, padre António Vieira reportou-se à sua experiência de reconhecimento do Ser empregando a palavra ‘estalo’. Os despreparados e mesmo os desinteressados desse reconhecimento não estão impossibilitados de atingi-lo, mas dificilmente retiram dele o proveito que decorre imediatamente para os iniciados. Isto quando não se transforma em problema psicológico às vezes grave: porque ocorre em meio a uma emoção especialíssima, muitos o relacionam com o que denominam ‘experiência de morte’ e com base nela se convencem de vida eterna. § Na verdade tudo não passa de se ter atingido, de acordo com Schopenhauer, ‘o extremo do pensamento positivo’. Sem contestá-lo eu diria que se trata de uma pausa involuntária no processo de elaboração de pensamentos, no ato de pensar. Vem daí que, como observa Alan Watts (1915-73), os koans não são resolvidos a menos que você trabalhe com eles com toda a sua disposição até se ver simplesmente forçado a desistir e a resposta sair por si mesma. Cecília Meireles fez poesia ao refletir sobre esta questão: Não digas onde acaba o dia / onde começa a noite. / Não fales palavras vãs, / as palavras do mundo. / Não digas onde começa a Terra, / onde termina o Céu. / Não digas até onde és Tu. / Não digas desde onde é Deus. / Não fales palavras vãs. / Desfaze-te da vaidade triste de falar. / Pense completamente silencioso. / Até a glória de ficar silencioso sem pensar. § O luthier, instrumentista e compositor suíço Anton Walter Smetak (1913-84) dedicou boa parte das três últimas décadas de vida a tentar reproduzir o som que desencadeou nele esta experiência psicológica. Acabara de envernizar um violão que pendurou para secar ao sol num muro defronte à pequena oficina nos fundos do Seminário de Música da Universidade Federal da Bahia, onde lecionava: O vento soprava forte e ouvi uma coisa tão maravilhosa que me atemorizei – relatou numa entrevista ao extinto Jornal da Bahia em abril de 1974. O objetivo maior dele a partir daí era provocar o ‘estalo’ de Vieira em toda a humanidade através da reprodução do ‘som’ que ouvira. § Tão significativa, não surpreende que esta condição mental tenha conquistado tanta importância no meio psicanalítico, especialmente a partir da experiência pessoal e estudos realizados por Jung. Impressionado com sua abrangência ele a denominou ‘experiência numinosa’ e escreveu: Não duvido em absoluto que se trata de uma imagem, mas é uma imagem na qual estamos incluídos. § O maior e mais grave inconveniente dos fantásticos relatos desta experiência, além da sua interesseira exploração religiosa vinculada à ilusão de vida eterna, é o de tomá-la como evidência de possibilidade da felicidade absoluta e permanente. Ao invés de termo de procura da felicidade ela é ponto de partida para gozar a vida em plenitude. Denominada iluminação pelos budistas e teofania por muitos cristãos, na prática é isto que significa. § Preocupado com os inconvenientes da interpretação acima referida, em Um ano desde segunda-feira o multifacetado artista norte-americano John Cage (1912-92) cita um monge que expressou sua nova condição assim: ‘Agora que fui iluminado, me sinto mais miserável do que nunca’. Citado em edição da revista Planeta dedicada a Krishnamurti, o poeta Zu Ch’an exclama:  Que maravilha o sobrenatural! / E olhe que milagre! / Eu tiro água e carrego lenha! § Rigorosamente falando esta experiência psicológica não muda absolutamente nada; no entanto, por mais paradoxal que possa parecer a quem a desconhece, muda tudo. É um nascimento!

P. S. Estou certo de que o professor Alfredo Bosi tem alma grande o bastante para não se sentir ofendido com este post. Compartilho com ele profunda admiração pelo padre António Vieira, fato que pode ser aferido a partir da síntese dos seus Sermões do Mandato que tive o prazer de elaborar e que praticamente inauguraram este Trevo do Talvez

Entre ir à Igreja e vestir um vestido bonito

É possível aliviar as dores do espírito com os cuidados do corpo – Defendido por La Rochefoucauld, a extensão deste princípio à maneira de se vestir explica por que nem mesmo a religião confere a muitas pessoas tanta serenidade quanto a que decorre de estarem bem-vestidas, conforme observou Herbert Spencer (1820-1903).

Ser contemporânea de todo mundo – escreve Walter Benjamin em Passagenseis a satisfação mais apaixonada e mais secreta que a moda oferece à mulher.

A julgar pelo que escreve em De l’Amour, Stendhal não discordaria desta observação: Ser bonita é a primeira virtude, a maior superioridade do mundo. Ter um vestido bonito é ser bonita.

Nietzsche, por sua vez, surpreende pela forma ao mesmo tempo irônica, bem humorada e romântica como aborda este assunto em fragmento incluído na coletânea Vontade de Poder, aprimoramento de um dos Ditos e Setas de Crepúsculo dos ídolos.

Ele afirma que nas mulheres jovens o vestuário é fonte de inspiração, constitui para elas uma pequena embriaguez semelhante à embriaguez do amor, comentando que acreditam em seu costureiro como acreditam no seu Deus: E quem lhes faria renunciar a essa fé? Essa fé as torna felizes! Alguma vez uma bela mulher que soubesse estar bem-vestida já apanhou resfriado? Nunca e jamais! Mesmo no caso em que estivesse pouco vestida…

Nota: Excerto do Suporte do Forte

Como não ensinar sua filha ou seu filho a falar

A criança ouve o pai explicar que precisa sair porque vai trabalhar. Sem compreender o que ele diz, mas estabelecendo relação entre a palavra ouvida e a saída, diz para si própria: Vavaiar.

Repete-se a situação, outro dia. Requer a atenção do pai e obtém da mãe esta informação: Papai vai vavaiar.

Resultado: confunde-se. Vavaiar, e menos ainda vai vavaiar não se parece para ela com vai trabalhar, ao contrário do que supõe a mãe que, com tal atitude, incorre em duas falhas: 1- ensina a errar; 2- ajuda pela forma mais difícil.

Explicar a esta mulher o que se passa e ouvi-la argumentar: Acho que não! seria sinal de burrice dela?

Burrice ou não, o fato é que sistematicamente fazem o que fez esta mulher em toda parte do planeta milhares de pais, de irmãos, de tios e tias, primos e primas, cunhados e cunhadas, amigos e amigas, vizinhos e vizinhas.

Tornou-se um hábito.

Um péssimo hábito.

É preciso que algum outro Piaget ou Platão se ocupe desta questão, pois imagino que tal comportamento representa uma tortura para as crianças.

Além de algum atraso para o conjunto da humanidade.

A rocha de 55 milhões de toneladas como pretexto para aprender a viver com Proust

Há quem pense que se divertir com raciocínios de toda espécie a respeito de “fim do mundo” é saber morrer. Um passeio de 15 minutos na Internet revela que não são poucos os integrantes dessa troup. E a razão é simples: predomina as pessoas que consideram o riso o melhor referencial de felicidade. Não é!

Dito isto, explico o título deste post: Nesta segunda-feira, 31/10, deparei-me com um livrinho perfeito para ser indicado como leitura ás vésperas da passagem da gigantesca pedra que vem provocando tanta reflexão apocalíptica pelo planeta a fora, especialmente nos “destemidos” e nos desinformados.

Intitulado Como Proust pode mudar sua vida, seu autor é Alain de Botton. Se eu entendi o que li na “orelha”, um inglês nascido em Zurique, na Suíça, em 1969, e instalado na Inglaterra desde os oito anos.

Após um parágrafo introdutório, De Botton informa que na década de 1920, em Paris, existia uma publicação chamada L’Intransigeant conhecida por “notícias investigativas, fofocas metropolitanas, classificados abrangentes e editoriais incisivos”.

Também costumava elaborar grandes perguntas e pedir que celebridades francesas enviassem suas respostas. No verão de 1922, o jornal formulou uma pergunta particularmente complexa para seus colaboradores.

Um cientista americano anuncia que o mundo vai acabar, ou pelo menos que uma grande parte do continente será destruída, e de maneira tão repentina que a morte será certeira para milhões de pessoas. Em sua opinião, caso se provasse verdadeira, que efeitos essa previsão causaria sobre as pessoas entre a confirmação da notícia anteriormente mencionada e o momento do cataclismo? Por fim, no que lhe diz respeito, o que o senhor ou a senhor faria nessas últimas horas?

De Botton informa que “a primeira celebridade a reagir ao tétrico cenário de aniquilação pessoal e global foi um homem das letras, conhecido naquela época, mas atualmente esquecido, chamado Henri Bordeaux, sugerindo que as massas iriam diretamente para a igreja ou para o quarto mais próximo, embora ele mesmo evitasse essa escolha estranha, e explicando que aproveitaria aquela última oportunidade para escalar uma montanha a fim de admirar a beleza da paisagem e da flora alpina”.

A última celebridade consultada sobre seus planos pré-apocalipse foi o autor de Em Busca do Tempo Perdido. Entusiasta em relação a colaborações com jornais e sempre afável – escreve Botton – Marcel Proust enviou a seguinte resposta a L’Intransigeant e a seu catastrófico cientista americano:

Acho que, de repente, a vida nos pareceria maravilhosa se estivéssemos ameaçados de morte como o senhor diz. Pensa em quantos projetos, viagens, casos de amor e estudos a vida oculta de nós, tornando-os invisíveis por causa da nossa preguiça, que, certa de um futuro, adia-os incessantemente.

Mas, sob a ameaça da impossibilidade eterna, tudo isso voltaria a ser lindo! Ah! Se o cataclismo não acontecer desta vez, não deixemos de visitar as novas galerias do Louvre, de nos jogar aos pés da Srta. X, de fazer uma viagem à Índia.

O cataclismo não acontece e deixamos de fazer tudo isso porque voltamos ao âmago da nossa vida normal, no qual a negligência arrefece o desejo. Mas não deveríamos precisar do cataclismo para amar a vida hoje. Seria suficiente pensar que somos humanos e que a morte pode acontecer esta noite.

P. S. O livro de Alain de Botton foi publicado entre nós pela Editora Intrínseca, com tradução de Marcello Nilo

A propósito da rocha de 55 milhões de toneladas que vai passar pertinho da gente

Sermos previdentes enquanto espécie tornou necessário saber se existem condições para vida humana em outro ponto do Universo e possibilidade de deslocamento para lá; somente esta certeza negativa poderá provocar mudanças de comportamento capazes de prolongar de modo significativo as condições para vida humana aqui na Terra. Em artigo publicado na FSP em outubro de 2010, Marcelo Gleiser informa que se quiséssemos hoje ir até a estrela mais próxima do Sol, a Alfa Centauro, teríamos que viajar por 110 mil anos.

Se Claude Lévi-Strauss tivesse de fato revisitado os ‘tristes trópicos’ teria morrido de desgosto, talvez.

É mais urgente estudar a possibilidade da espécie humana voltar a ser mais feliz em grande número do que a defesa do meio-ambiente; afinal, nossos tataranetos, mais infelizes do que somos hoje, vão querer a paisagem pra quê? – Não me apregoem conquistas das ciências… Fernando Pessoa

Numa estrela mais civilizada não deixam a gente pousar.

É bastante compreensível o prestígio de que goza a crença em vida após-morte. No parágrafo do capítulo da Autobiografia que intitulou Crenças religiosas Darwin escreve que nada lhe mostrava a que ponto a imortalidade é uma crença forte e quase instintiva como considerar a idéia de que o sol e todos os planetas do sistema solar se tornarão demasiado frios para a vida: Para quem, como eu, acredita que o ser humano, num futuro distante, será um ser muito mais perfeito do que atualmente, é uma idéia intolerável aquela de que ele e todos os outros seres sensíveis estão condenados à aniquilação total depois de um progresso lento tão persistente. Para os que admitem completamente a imortalidade da alma humana, a destruição do nosso mundo não parecerá tão terrível. Em biografia de Isaac Newton o jornalista James Gleick relata que no final da vida o autor de Principia teve uma conversa a respeito de cometas com o marido de sua sobrinha, John Conduitt. Disse a ele que o Sol precisava de reabastecimento constante e que são os cometas que cuidam disso, alimentando-o como pedaços de madeira atirados ao fogo. Comentou que o Cometa de Kirch (1680) passara perto e iria retornar, afirmando que em uma de suas aproximações, talvez depois de mais umas cinco ou seis órbitas, ele iria cair no Sol e alimentar uma chama que consumiria a Terra, e todos os seus habitantes seriam consumidos pelas chamas. Admitiu, porém, que isso era ‘apenas uma conjetura’. § Até o momento (2010) não se sabe se o fim do período Cretáceo de formação do nosso planeta e, com ele, a Era dos Dinossauros, teve como causa principal o impacto de um grande meteorito ou cometa. A mesma dúvida existe quanto ao determinante da catástrofe ainda maior que marcou o fim do período Permiano, quando teriam se extinguido 95% de todas as espécies. Sendo assim, e tendo em vista os incêndios florestais globais que teriam se seguido aos supostos impactos, talvez não haja absurdo em se perguntar se, envolvendo outro cometa, a trágica previsão de Newton não teria se concretizado parcialmente em um daqueles momentos. Fato ou fantasia, relevante mesmo é o que escreve Richard Dawkins a respeito em sua História da Evolução: Temos a perturbadora consciência de que uma catástrofe semelhante pode nos atingir a qualquer momento. Mas, diferentemente dos dinossauros do Cretáceo ou dos pelicossauros (répteis mamaliformes) do Permiano, seríamos avisados pelos astrônomos com anos, ou pelo menos meses, de antecedência. Isso, no entanto, não seria uma bênção, pois, ao menos com a tecnologia atual, nada poderíamos fazer para impedir o desastre. Felizmente, a probabilidade de que isso venha a ocorrer durante a vida de uma dada pessoa é, pelos padrões atuariais normais, irrisória. Ao mesmo tempo, a probabilidade de que isso venha a ocorrer durante a vida de alguns desafortunados indivíduos é quase de 100%. Acontece que as seguradoras não estão acostumadas a se precaver tanto assim. E os desafortunados indivíduos em questão provavelmente não serão humanos, pois a probabilidade estatística é que, de qualquer modo, já estejamos extintos antes disso.

Medo da morte se resolve com determinação e coragem, não com ilusão.

Entre os adeptos da continuidade da personalidade após a morte há quem acredite piamente que a conquista de uma condição privilegiada depende de ser sistematicamente hipócrita ao longo da vida; e sê-lo de modo excepcional dentro de uma igreja, por algumas horas, sábado de tarde ou domingo de manhã.

Nota: Excertos do Suporte do Forte

Cinco 3 X 4 em preto e branco de ambientes onde vivi – Excertos do Diário

Manhã de sol, de sábado.

Motoristas de taxi batem uma pelada.

Cinco porras por centímetro quadrado.

*

“Você sabe o que é limite?

- ! ? !

- Quando você bate na mesma tecla e a porra quebra”.

Disse uma vizinha dirigindo-se à filha adolescente, a quem ela tratara dias antes por “cara de buceta”.

*

“A Redenção não ataca ninguém por dinheiro.

A mais que ataca a gente por dinheiro é a Universal”.

Guimarães Rosa certamente não se dispensaria de anotar esse primor de sintaxe de uma vizinha que grita contra a igreja concorrente.

Nota: Acima e nos anteriores é lugar o Alto do São Francisco, Boca do Rio, Salvador, Bahia.

*

Na Bela Vista de Itapuã ouvi isto: “Deus, minha fia, demora, mas não faia”.

*

“Ele só não é mais palhaço porque não tem espaço”De uma conversa entre duas mulheres no Campo da Pólvora

Sigo cercado de gente tão distante da felicidade quanto eu do pico do Everest. 10/10/2002

P. S. Minha seita é aceita tudo.

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  • Vamos pedir ao próximo abduzido para dizer aos ETs: Apareçam! Tuitado há 1 day ago
  • O que é e o que não é o ‘estalo de Vieira’ http://t.co/jhxwSonj Tuitado há 1 month ago
  • A modéstia mais falsa é a modéstia do preguiçoso. Tuitado há 1 month ago
  • A 1ª conseqüência da angústia é embotar raciocínios capazes de levar à eliminação da s/ causa; daí o automático apelo ao q se denomina Deus. Tuitado há 2 months ago
  • Apenas uma foto 3 X 4 é capaz de lhe dizer, com toda franqueza, o quanto você é feio. Tuitado há 2 months ago

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